CHAOSOPHY. «Uma forte carga de imprevisibilidade»

Uma forte carga de imprevisibilidade

Chaosophy en el Clasijazz de Almería. Foto: Fran Peñate.

Quem são os Chaosophy? O trio oriundo de Valência junta Josep Lluis Galiana (saxofones tenor e soprano), El Pricto (saxofone alto e piano elétrico) e Avelino Saavedra (bateria e percussão). O grupo pratica uma música assente na improvisação livre e na tradição do free jazz, pós-Albert Ayler, herdeiro direto de Peter Brötzmann: uma música incendiária sempre em alta intensidade. O espanhol Josep Lluis Galiana explica a filosofia e percurso de um grupo que promete desafiar os limites.

De Nuno Catarino

 Como chegaram ao nome do grupo, Chaosophy, e o que significa?
Inspirados pelo livro «Principia Discordia», pelo Discordianismo e pelo sagrado caos como condição natural da realidade, criámos este ensemble de improvisação livre chamado Chaosophy.

Como é que os três músicos se juntaram como trio?
Temos participado ativamente nas cenas nacionais e internacionais da improvisação livre, do jazz avant garde e da experimentação sonora. Após mais de cinco anos a tocarmos juntos e a colaborarmos, decidimos publicar aquele que foi o nosso primeiro disco como grupo. O disco «Who are these people and what do they believe in?» foi gravado a 5 de dezembro de 2017 nos Estúdios Shark em Valência. O El Pricto é natural da Venezuela, mas vive em Barcelona há dezasseis anos. Ele fundou a editora Discordian Records e é o líder da comunidade Discordiana. Eu e o Avelino Saavedra vivemos e trabalhamos em Valência e representamos a cena da música improvisada na cidade desde a década de 1990. Eu fundei a editora Liquen Records em agosto de 2016, uma nova editora que tem por objetivo divulgar música improvisada e experimental. A Liquen Records tem como objetivo levar aos ouvintes mais exigentes alguns processos criativos contemporâneos dos mais destacados artistas das cenas musicais nacional e internacional.

Poderia indicar algumas influências que foram decisivas para o desenvolvimento da sua música?
A minha música vai beber a muitas músicas. É o resultado de mais de trinta anos de estudo e exploração de diferentes géneros e estilos musicais. De uma perspetiva contemporânea até ao free jazz mais extremo, tento mover-me em águas sonoras sempre desconhecidas, imprevisíveis e absolutamente surpreendentes em cada concerto, se for possível.

Quais são os vossos planos como banda? Planeiam colaborar com músicos convidados?
Para já temos o objetivo de apresentar o nosso primeiro disco. Estamos muito satisfeitos com este trabalho e, quem sabe, talvez gravemos um novo álbum no futuro. A vida é imprevisível, absolutamente imprevisível e caótica. A coisa mais importante para nós é que gostamos de improvisar juntos!

Conhecem Lisboa, já estiveram na cidade? Conhecem a cena musical da cidade?
Gosto de Lisboa, mas só estive uma vez. Não conheço muito da cena musical particularmente da improvisação e do jazz, mas sei que é muito interessante e muito ativa.

Em Lisboa vão tocar num festival num jardim, ao ar livre. O que poderemos esperar do vosso concerto no JIGG?
Estamos muito entusiasmados por darmos a conhecer a nossa música. Sabemos que o Jazz im Goethe-Garten é um festival internacional importante para o jazz e música improvisada. A nossa música, que se move entre o jazz avant garde, a improvisação livre e a experimentação sonora, tem uma forte carga de imprevisibilidade. A música de Chaosophy é absolutamente enérgica e muito vigorosa. A nossa música move o sangue e as vísceras. O diálogo poderoso entre os saxofones liga-se à força da bateria do Saaverda. O espaço tem um papel muito importante na improvisação livre e nós vamos escutar atentamente o jardim, o público e todos os sons à nossa volta.

Para terminar, podem dar uma resposta ao título do vosso disco, «Who are these people and what do they believe in?»? (Quem são estas pessoas e em que é que elas acreditam?)
Como referi no início da entrevista, os Chaosophy e a nossa música são inspirados pelos princípios Discordianos e os nossos títulos vêm do livro “Principia Discordia”, que é uma grande colagem conceptual. “A humanidade começará a resolver seus problemas no dia em que ela deixar de se levar muito a sério. Temos que pensar mais em nós mesmos e na vida quotidiana; não em economias ou ordens superiores. Para este fim, propomos que o ser humano desenvolva o seu amor inato pela desordem”. A “Principia Discordia” diz-nos que «se conseguirmos dominar o nonsense da mesma forma que já aprendemos a dominar o sentido, então cada um irá expor o outro por aquilo que é: absurdo. A partir desse momento de iluminação, o ser humano começa a ser livre, independentemente daquilo que o rodeia. Ele torna-se livre para jogar jogos de ordem e alterá-los à vontade. Ele torna-se livre para jogar jogos de desordens, apenas porque lhe apetece. Ele torna-se livre para jogar ou para não jogar, nem um nem ambos. E como o mestre dos seus próprios jogos, ele joga sem medo e, portanto, sem frustração e, portanto, com boa vontade na sua alma e amor no seu ser «. Finalmente, “quando os seres humanos se libertarem, tornam-se livres; então a humanidade será livre e poderemos ter o conhecimento de um sábio e a sabedoria de uma criança”.

CHAOSOFY | ESPANHA

A improvisação livre e a deriva sonora são os pontos de partida deste trio de Barcelona oriundo de uma cena que urge ser conhecida e que se aplica numa música energética e vibrante via uma organização instrumental pouco ortodoxa. Dois saxofones que se desdobram & bateria são criadores de uma tensão que cimenta um discurso coletivo inconformista e subtil. 

El Pricto, saxofone alto, piano elétrico Fender Rhodes | Josep Lluís Galiana, saxofones tenor e soprano | Avelino Saavedra, bateria.

HDO 367. Pachi Tapiz al habla con… Josep Lluis Galiana [Podcast]

HDO 367. Al habla con… Josep Lluis Galiana [Podcast]

HDO 367 está dedicado el saxofonista, improvisador, periodista, escritor, pensador y creador Josep Lluis Galiana, que en los últimos meses ha publicado el libro Improvisación libre. El gran juego de la deriva sonora (Edictoràlia Música), y las grabaciones Critical Sounds (junto al experto en tratamiento del sonido Thomas Bjelkeborn), y Who are these people and what do they believe in?” (a nombre del trío Chaosophy que completa junto a El Pricto y Avelino Saavedra). Ambas grabaciones han sido publicadas en el sello Liquen Records, que en activo desde 2017, está especializado en la improvisación libre y ha publicado ya seis referencias.

En el programa el creador charla con Pachi Tapiz acerca de su libro, sus grabaciones y sus reflexiones acerca de la improvisación. También se escuchan dos piezas de cada una de las grabaciones mencionadas.

 

 

Tomajazz:
Presentación y podcast: © Pachi Tapiz, 2018
Fotografía perteneciente al concierto en Jamboree de Josep Lluis Galiana y Avelino Saavedra: © Joan Cortès, 2015

 

«Toda música es música contemporánea». DREIZEHN en mundoclásico.com

Toda música es música contemporánea

Daniel Martínez Babiloni

mundoclasico.com, lunes, 2 de abril de 2018

El primer fin de semana de marzo coincidió en Valencia la presentación de dos propuestas cuyo objetivo es establecer un diálogo entre música antigua y contemporánea. La tarde del viernes 9, el consort Música Trobada y el artista sonoro Edu Comelles presentaban Plany en el patio renacentista del Palau de la Generalitat. Un proyecto basado en textos marianos utilizados por Merula, Bach, Scarlatti o Pascual Fuentes. Veinticuatro horas después, Amores Grup de Percussió daba a conocer en el Centre del Carme Dreizehn (Liquen Records, 2017), su octava grabación. En ella empareja a Hildegard von Bingen con Karlheinz Stockhausen. Sendos eventos complementaron las reivindicaciones del Día Internacional de la Mujer.

Aparentemente el punto de partida de ambos trabajos parece ser contrapuesto. El primero nace de la especialización historicista y el segundo de la contemplación contemporánea de lo antiguo. Sin embargo, revisar el pasado en un sentido o en otro es indiferente. Ambos postulados son fruto de un mismo momento. Como Benedetto Croce, podríamos argumentar que toda música es música contemporánea.

A grandes rasgos, el historicismo arrancó en la posguerra con los Harnoncourt y los Leonhardt. Después, las discográficas respaldaron una corriente amparada por la academia. Surgieron estrellas plenamente postmodernas como Jordi Savall, entre tantos otros. Llegado el siglo XXI los caminos se diversifican. Algunos ejemplos: Christina Pluhar y Lucilla Galeazzi; Nordic Affect, un cuarteto femenino islandés, apuesta por la creación desde instrumentos barrocos; Graindelavoix tamiza sus performances con aspectos etnomusicológicos y el guitarrista Enrike Solinís indaga en la esencia de Manuel de Falla con sacabuche, flauta dulce y percusiones étnicas. Es un trabajo publicado por Alia Vox, el sello de Savall, cuyo hijo, Ferran, toca la tiorba como un cantautor. Incluso Tomás Marco compagina electroacústica, voz de contratenor y antiguos autos sacramentales. Y Capella de Ministrers recurre en sus promos a videoclips a modo de making of como las estrellas del pop.

Dreizehn. Stockhausen & Hildegard

DREIZEHNEn las notas de la carpetilla del compacto de Amores, Josemi Lorenzo Arribas acude en varias ocasiones al mencionado diálogo. Los veteranos percusionistas enfrentan la vanguardia histórica con el siglo XII. Tierkreis (zodíaco) de Karlheinz Stockhausen con obras de Hildegard von Bingen incluidas en Symphonia armonie celestium revelationum. Un corpus cuya recuperación iniciaron Christopher Page, Emma Kirkby y Gothic Voices en el celebrado A Feather on the Breath of God (Hyperion, 1985).

Amores vuelve a Tierkreis después de incluir algunas partes, en arreglos diferentes, y piezas inspiradas por Frank Zappa en Blackscore (2010). La estructura de ambos registros es similar: media parte dedicada al alemán, un interludio y otra media parte dedicada al otro autor o autora. El título, Dreizehn (trece), deriva de las once letras que contiene Stokhausen y Hildegardis más ambos protagonistas. Doce son los Apóstoles en el salmo antifonal “O cohors milicie” y en el responsorio “O lucidissima apostolorum turba”. Con Cristo hacen trece. Doce son los signos zodiacales y los elementos seriados por el autor de Gruppen. Uno más supone rebasar el punto de partida tal y como hace Amores.

Los tres músicos del grupo comparten autoría y máxima creatividad en los arreglos. Los llenan de improvisaciones, percusiones étnicas, ritmos poperos, repetitivos o swingueantes, texturas electrónicas y alguna que otra sorpresa tímbrica. En Tierkreis María Macià despliega su amplia gama expresiva como lo hizo hace dos Ensems. Víctor Trescolí colabora en el toy piano, cuyo timbre pequeño y metálico nos lleva a las cajitas de música para las que está pensada la partitura.

Los arcos melismáticos de la Sibila del Rin se elevan, en todos los sentidos, en la voz de Èlia Casanova. Pero antes de llegar a ellos, Chapi firma Suite Hildegard, una vocalise de carácter improvisatorio. Las piezas antiguas contienen referencias a los astros y a las jerarquías celestiales. De ellas habla “O vos angeli”. Las voces graves de los componentes del trío, apoyadas por la electrónica, pronuncian el himno “O igne Spiritu” (arreglo de Ángel García), en el que las láminas describen el crepitar de ese espíritu flamígero. La alternancia entre canto y secciones instrumentales denota el carácter antifonal y responsorial de las piezas. En “Caritas abundat” Pau Ballester hace hablar a las campanas.

Si a las diferentes corrientes de las vanguardias se les aplicó el sufijo ismo. Las propuestas de Música Trobada y Amores se pueden recoger bajo el prefijo híper. En la hipermodernidad todo es híper, valga la redundancia. El punto de encuentro de ambas es la seriedad y el compromiso en abrir vías expresivas que no estén trilladas. El primer conjunto lo hace, junto a Edu Comelles, desde el respeto a la obra, a la partitura, y el segundo desde la libertad más absoluta.

Reseña de CHAOSOPHY i STROMBÒTICS en La Habitación del Jazz

LA HABITACIÓN DEL JAZZ

De nuevo, fiel a sus principios musicales, Josep Lluís Galiana nos presenta dos discos de música improvisada. En Chaosophy le acompañan El Pricto, al saxo alto y piano eléctrico Rhodes, y Avelino Saavedra, a la batería. Los tres llevan años en la escena nacional e internacional y más de cinco colaborando, siendo este disco el primer álbum que editan juntos.

En el disco hay temas que son puramente enérgicos, vibrantes creadores de una tensión que se mastica, en los que los saxos dialogan. La batería, en ocasiones, hace de pegamento entre ellos y otras veces, colabora al caos controlado generado por sus compañeros. Por contra, otros temas suenan a modo de experimentos sonoros, como si de unos ensayos no consumados se tratase, en un equilibrio solo roto en ocasiones.

Tanto unos como otros requieren de una audición atenta y experimentada.

Por otra parte, el dúo formado por Galiana-Besalduch elaboran en el trabajo titulado Strombòtics una suerte de improvisación pura, sin cesiones a lo comercial. Este disco es pura vanguardia contemporánea, difícil de digerir para los no iniciados en estas tendencias musicales.

Diálogo entre ambos saxos en los que ninguno gana y ninguno pierde. Sonoridades duras, exentas de conformismos.

Ambos trabajos dan un paso más en este camino sin retorno iniciado por Galiana y que sin duda está a la altura de la mejor música improvisada europea.

Antonio Martín escribe sobre IMATGES, de Jesús Gallardo, en su blog

JESÚS GALLARDO – «IMATGES» (LIQUEN RECORDS LRCD004; 2017)

A lo largo de la vida de este humilde blog, los mayores retos a los que me he enfrentado suelen venir de discos compuestos por un sólo instrumento. Contrabajistas, guitarristas y en este caso, todavía más difícil según mi opinión, batería y percusión. La dificultad estriba básicamente en que el espectro sonoro que deriva de un instrumento como la batería (añadamos percusiones como anexos, gadgets o lo que queráis) es tan característico que resulta extremadamente complicado salirse de lo virtuoso (que me aburre horrores) para entrar en algo que resulte expresivo y atrayente.
En otras palabras, que no estemos ante un ejercicio de onanismo sonoro, además de que la percusión por sí sola siempre se ha tratado como algo más de acompañamiento que como instrumento solista. Ahora bien, ¿es el instrumento el que domina al músico o al contrario?… porque quizás la magia resida en enfrentarse a este desde una perspectiva completamente distinta, hasta el punto de convertirlo en parte integrante de la psique del músico. Es entonces cuando fluye algo distinto, que ahonda en campos bastante poco transitados y que requiere un alto grado de complicidad del oyente.
La nueva edición del sello LIQUEN RECORDS es «Imatges», debut de JESÚS GALLARDO, baterista y percusionista licenciado en el Conservatorio Superior de Música de Valencia en el ámbito del Jazz. Evidentemente, el currículum vitae de alguien como GALLARDO no se circunscribe solamente a un disco como el que vamos a tratar, sino que tiene más proyectos como YE YI & CO (con tres discos en su haber). Como todo buen músico de Jazz, abundan las colaboraciones (PERICO SAMBEAT, RICARDO BELDA, FABIO MIANO…). Lo mejor es que investiguéis en su propia página:
El atrayente diseño gráfico del digipack es obra de LORENA RIUS y el disco es grabado, mezclado y masterizado por ENRIQUE «PANTERA» ARA MARTÍN en los IBERIAN LYNX LABORATORIES con la colaboración de MONDO RÍTMIC (escuela de música donde el propio Gallardo imparte talleres de batería).
Adentrarse en la psique de un batería haciendo algo como lo que se destila en «Imatges» es arriesgado, y me hace sentir voyeur en un mundo que no me pertenece. Las opiniones aquí vertidas son únicas, personales e intransferibles, y evidentemente, dado el carácter personal del disco, variarán con mucho dependiendo del ente codificador. Una colección de 12 historias aparentemente sin nexo de unión pero perfectamente imbuidas de vida conservadas en la salmuera eterna de un disco duro, no lo voy a negar, pero no por ello exento de musicalidad y belleza.
«En El Frente» es como una batalla en primera línea; un uso indiscriminado de todo lo habido y por haber de la batería y sus elementos anexionados. Requiebros, barroquiscos percusivos y juguetes varios funcionan como una metralla percusiva que cae de los cielos, contrastando con la más calmada «Despertar Jurásico», donde se hace uso del arco abrasando los platillos que emula otras épocas primitivas y que tiene algo de ese ancestral uso de la percusión de gente como ED BLACKWELL o incluso (quizás me equivoque) los tribales ritmos minimalistas de la SUN RA ARKESTRA de sus HELIOCENTRIC WORLDS. Sigue el sincopado ritmo de «Cova De L´Ocre», curioso tema de aires marciales y pseudo folk donde la melodía se ha desbrozado completamente para llevarla a su más pura raíz básica, huyendo de adornos superfluos y usando el ritmo como elemento puro y sin diluir. Curioso como hasta ahora no he echado de menos en absoluto la adición de ningún otro instrumento.
Lo futurista hace acto de presencia en «Láser y Cera». Más cercano a la forma de tratar un contrabajo en la improvisación libre que a una batería en sí misma, asistimos a un despliegue de inventiva colosal por parte de JESÚS GALLARDO. El tracklist es totalmente acertado, y los contrastes hacen el efecto deseado… así la procesionaria «Mar Xa» nos resetea y transporta a una aguerrida marcha de guerra, con los contrapuntos alucinantes de las baquetas golpeando madera.
Si cerramos los ojos en «Fuegos Artificiales» e imaginamos un cielo estrellado en plena noche es inevitable que no captemos destellos de color. El bombo como el instante de ignición y los platillos como la rama de colores que imprima la nocturnidad… con la boca abierta estoy ante esos instantes poéticos que ha sabido expresar a la perfección Gallardo. Cada nuevo cohete es perfectamente marcado por el bombo y si estamos atentos captaremos incluso la traca final. Sigue la oscura «Mazmorra» donde se hace hincapié en percusión metálica minimalista a través de lo que parecen chapas y gongs. Cierra este bloque «Caleidoscopio», tema curioso porque es un redoble visto desde varios prismas y ópticas, con ligeras y sutiles variaciones difíciles de captar (sí, como girar un caleidoscopio).
El tramo final del disco no tiene desperdicio… desde la polirrítmica «Wapotrónico» que parece una lluvia de neutrones o el vientre de una batería cuando tiene hambre (peristaltismo percusivo podríamos llamarlo) hasta «Cajón Desastre» y «Ducha De Neutrinos», aluvión de posibilidades al instrumento. Está claro que propuestas como estas se disfrutan mejor en directo y con lo visual, viendo el despliegue alucinante que suelen mostrar los improvisadores de batería (cosa que he tenido la ocasión de hacer con gente como AVELINO SAAVEDRA o JAVIER CARMONA), pero la verdad es que «Imatges» es lo suficientemente asequible para no perdernos en un mar intrincado de golpes y tan complejo como para necesitar más de una decena de escuchas para exprimirlo en su totalidad.
Cierra «Can a La Sombra», que no sé si podría ser un homenaje encubierto a JAKI LIEBEZEIT o una ida de olla mía. Si bien es cierto que lo Motorik no es evidente, sí que hay cierto grado de obsesión alemana en el corte. Como dije al principio, a cada oyente le sugerirá algo distinto.
Y poco más que añadir. Disco arriesgado, necesario y muy, muy recomendable.
Antonio Martín (Coronel Mortimer), La muerte tenía un blog, 21 de octubre de 2017

Antonio Martín habla de LIQUEN RECORDS en “La muerte tenía un blog”

Un viaje a la Improvisación de GALIANA a través de LIQUEN RECORDS

Antonio Martín Coronel Mortimer dedica un extenso texto sobre el sello Liquen Records de Josep Lluís Galiana a través de sus tres ediciones hasta la fecha en su web LA MUERTE TENÍA UN BLOG

Desde Valencia, el saxofonista y escritor JOSEP LLUÍS GALIANA funda el sello LIQUEN RECORDS, encargado de difundir trabajos enclavados dentro de la faceta más experimental y arriesgada del Jazz y la improvisación libre. Creo que GALIANA no necesita presentación en el mundo musical (ni literario), pero para los despistados creo que lo mejor es que consulten su web porque se presenta a la perfección:

http://www.joseplluisgaliana.com/biography/

Por mi parte, conocí su música a través del fantástico trabajo con SAAVEDRA en «Transitions», editado en 2013 por LUSCINIA DISCOS y que recogía un brutalísimo ejercicio de inventiva dentro del a veces cáustico panorama que se nos muestra en la particular fusión que se establece cuando se alían jazz y ruido, todo ello pasado por la harina indestructible de la electroacústica en sus más diversas variantes.

El sello nace en 2016 con la precisa misión de difundir esas músicas de combate que dicho sea de paso, es en directo donde adquiere su mayor presencia y cuerpo. Cuando ves y oyes interactuar al músico con su instrumento es cuando se te revela toda esa magia en su  máximo esplendor del submundo que conforma la escena (criticada por muchos) de la improvisación libre o el Free Jazz, por encorsetar un poco el asunto con palabras que a veces no dicen nada. Hasta la fecha son tres las referencias publicadas por LIQUEN RECORDS y de las que paso a comentaros brevemente a continuación cada una de ellas en una serie de micro reseñas.

La primera referencia es «Too Short» (LRCD001), donde a GALIANA se le une CARLOS D. PERALES al piano y algunos coqueteos con la electrónica. Al tratamiento casi percusivo del piano (cual batería se tratase) en algunos cortes, se une la versatilidad de los vientos, imbuidos de un alto grado de lirismo. Por cierto que la portada es de AVELINO SAAVEDRA y colabora en la edición el Laboratorio de Electroacústica del Conservatorio Superior de Música de Valencia y el Ayuntamiento de Rafelbunyol, en cuyo auditorio se realiza la grabación del disco. Aquí tenéis la biografía de PERALES por si queréis completar la reseña:

http://www.carlosdperales.es/biography.html

Compuesto por 12 cortes (la mayoría de corta duración) en los que se visitan tanto las abstracciones de CECIL TAYLOR como los coqueteos con el Downtown Neoyorquino, sin olvidar piezas de puro y duro Hard Bop vistos desde el particular prisma de dos músicos en perfecta compenetración, se pasa con una facilidad pasmosa de piezas casi de cámara a otras muy metidas en el avantgarde, con auténticas cascadas de notas en diálogo devastador en los que no puedo quitarme de la cabeza la forma de tocar a la nórdica de grupos como ATOMIC (aquí en clave reducida a dúo).

Resulta alucinante como dos músicos pueden llenar tanto los espacios. El piano se usa también como instrumento de cuerda (con rasgueos o pizzicatos del bastidor o incluso alguna percusión de la madera). Por su parte el saxo es soplado en espectros altos o con sordinas leves y entrecortadas, de tal suerte que la música no para quieta un solo instante.

Momentos para baladas meditabundas que rozan lo cinematográfico (pseudo-Noir) en temas como «#BalladeModeOff» o «Wide Narcotic» que se alternan con pasajes más rápidos a lo «Marrullos» creando un auténtico carrusel de emociones. Creo que describir más es matar la alquimia de un trabajo mágico aunque no citar los ocho minutos de «Por Cañerías» sería un delito. Electroacústica copulando con Free Jazz en una excursión psíquica a los manantiales cerebrales donde mana la serotonina. Bestial.

La segunda referencia de LIQUEN vuelve a traernos al dúo GALIANA-SAAVEDRA de «Transitions» (aunque creo que es el tercer trabajo juntos), esta vez en  nueve cortes improvisados en «In The Middle Of Nowhere» ( LRCD002). Grabado en directo en 2015 (MADAME MIM, Valencia) y otra alucinante portada del propio SAAVEDRA de acrílico sobre papel que refleja a la perfección las texturas por las que se mueve su música. Del batería y artista SAAVEDRA creo que tampoco se necesita hablar demasiado, pero aquí tenéis una muestra de su música:

https://avelinosaavedra.bandcamp.com/

La crudeza de los 47 minutos de la sesión remite indudablemente a sellos como ESP DISK o a las lindeces tribales a las que era dado CHERRY. Un tratamiento de la batería ancestral, primitivo y orgánico en comunión con una panoplia alucinante de saxofones sopranos y tenores repartiendo una especie de clímax selvático (tengo que citar «Mu» de DON CHERRY/ED BLACKWELL o reviento). Para colmo el título del primer tema es «Another Place» y suena a SUN RA por los cuatro costados, al igual que el largo «A Silent Road», atmosférica incursión en una jungla jazzística, amenazadora y ominosamente nocturna donde a la base percusiva se va sumando un saxo tenor que haría levantarse a Coltrane de su tumba. Me encanta cuando sólo unas pocas notas expresan tantísimo (PHAROAH SANDERS también era un maestro en esto).

No creo que el disco en sí sea árido, aunque es verdad que el alto nivel técnico y abstracto de algunos pasajes desafían al oyente. Recomiendo simplemente dejarse llevar por las subidas y bajadas del flujo vibrátil de los jugueteos incesantes… creo que así disfrutaréis del parque temático más jodidamente divertido que pueda imaginarse. Lo de la batería es simplemente de otro mundo, y yo que he tenido la oportunidad de ver a ambos músicos en directo sé de lo que hablo; puedes tocar la batería o integrante en ella siendo un todo sónicamente antropomorfo.

Geniales los usos de los cascabeles al final del segundo corte que me ha traído a la mente a COLTRANE y RASHIED ALI en el maravilloso INTERESTELLAR SPACE, aunque justo cuando creemos que nos vamos a perder en una vorágine técnica llegan temas más asequibles y cargados de cierto lirismo modal como «Time Impressions». Para cagarse hacia dentro y no dejar residuos… eso sí que es reciclar y lo demás son tonterías.

Un tour de force con el leit motiv narrativo del viaje a ninguna parte. Bueno, al menos en cuanto a espacio, porque temporalmente a mí esto me suena como grabado en plena New Thing más juguetona, primitiva y espiritual; esa que resultaba tan apasionante por su mezcla de avantgarde jazz, principios de lucha social (raza) y aleaciones imposibles con el hinduismo o conversiones al Islam. Para mí esto no suena en absoluto a jazz contemporáneo o al menos yo lo veo desde los cristales de unas gafas más antiguas.

La tercera y última parada de LIQUEN RECORDS nos lleva a «Strombòtics» (LRCD003), donde GALIANA alía fuerzas con FERRAN BESALDUCH, un apabullante dúo de vientos en el que el primero se encarga del saxo tenor y soprano y el segundo del sopranino y saxo bajo. La portada en esta ocasión es obra de MARTÍN BESALDUCH (hijo de 9 años de Ferran y todo un artista por lo que veo) y grabado nuevamente en directo (Cinema Stromboli de Sant Mateu y en Fundació Caixa Vinaròs de Castelló) bajo auspicio del Laboratorio para la Investigación de Procesos Creativos Contemporáneos AD LAB. Aquí os dejo un enlace a la biografía y trabajos de BESALDUCH:

https://ferranbesalduch.wordpress.com

60 minutos de improvisación libre pura y dura, con incursiones en el jazz contemporáneo y al contrario que los dos discos anteriores, de regusto mucho más europeo, codeándose con gigantes del jazz británico como EVAN PARKER, PAUL DUNMALL y otras bestias pardas. Lejos de resultar aburrido o críptico, STROMBÒTICS es pura construcción matemática en movimiento pero con fórmulas de cierto carácter incluso rock, en el sentido en que es curioso como algunas de las cabalgadas de Galiana son apoyadas por los graves toques al saxo bajo de Besalduch creando una suerte de base rítmica. Es el caso del inicial «Seven Slaps To Heaven» por ejemplo o «Frulatio Non Petita» en las que casi parece que interviene un contrabajo.

El espíritu de la SPONTANEOUS MUSIC ENSEMBLE planea sobre el dúo, con un uso parecido a aquellos en los instrumentos tanto en momentos más silenciosos (que podrían recordar a las «Click Pieces») como los in crescendos (esta vez «Sustained Pieces»). La alternancia de ambos tipos de piezas crean el maremágnum repetitivo pero inagotable del Free Jazz más austero y hermético que abriría brecha y sin el que es posible entender a la corriente de improvisadores de hoy día. Un disco que perfectamente podría haber editado EMANEM o LEO RECORDS.

***
Termino este pequeño artículo deseando la mayor de las suertes a un género olvidado por académicos y pseudointelectuales de bombín que olvidan que la fuerza de una corriente es directamente proporcional al esfuerzo que se hace por negarla. Está ahí, y si los críticos no saben como abordarla, será el aficionado el que tenga que hacerlo.

http://liquenrecords.com/

http://www.joseplluisgaliana.com/

LIQUEN RECORDS

LIQUEN RECORDS és un segell discogràfic de recent constitució, que compta amb un equip de professionals i col·laboradors d’una ampla experiència i llarga trajectòria en el món de la música i en tasques ben diverses como són la creació i la interpretació; la programació i la gestió de festivals i cicles de concerts, i la producció i edició discogràfica, així com el marketing, difusió i divulgació musical.

Interessats en difondre les músiques improvisades i experimentals, l’art sonor i els nous processos creatius contemporanis, LIQUEN RECORDS sorgeix de la necessitat d’impulsar i donar a conèixer als artistes valencians posicionats a l’avantguarda de la creació musical i també les seues col·laboracions amb artistes d’altres latituds.

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LIQUEN RECORDS is a label of recent constitution, which has a team of professionals and partners a wide experience and long history in the world of music and various tasks as well as the composition and performance; programming and management of festivals and concert series, and the production and publication record, as well as marketing, promotion and spreading of music.

Interested in spreading the improvised and experimental music, sound art and new contemporary creative processes, LIQUEN RECORDS emerges from the need to promote and publicize the Valencian artists located at the forefront of musical creation and his collaborations with artists from other latitudes.

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LIQUEN RECORDS es un sello discográfico de reciente constitución, que cuenta con un equipo de profesionales y colaboradores de amplia experiencia y larga trayectoria en el mundo de la música y en tareas muy diversas como son la creación y la interpretación; la programación y la gestión de festivales y ciclos de conciertos, y la producción y edición discográfica, así como el marketing, difusión y divulgación musical.

Interesados en difundir las músicas improvisadas y experimentales, el arte sonoro y los nuevos procesos creativos contemporáneos, LIQUEN RECORDS surge de la necesidad de impulsar y dar a conocer a los artistas valencianos situados a la vanguardia de la creación musical y también sus colaboraciones con artistas de otras latitudes.

 

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